sexta-feira, 27 de abril de 2012

Conferência de dia 19 de Abril de 2012

No passado dia 19 de Abril tivemos o prazer de apresentar a 3ª Conferência do Ciclo “A Europa uma ideia em construção. – As confluências possíveis num espaço heterogéneo” com a presença da Doutora Odete Santos, que tratou do tema: Os Movimentos Académicos nas décadas de 70 e 80 do século XX.

Numa comunicação em que abordou a evolução dos movimentos académicos nas duas décadas seguintes ao 25 de Abril de 1974, a Doutora Odete Santos partilhou connosco aspectos do seu próprio trajecto como aluna, fazendo uma retrospectiva à Crise Académica, na qual participou enquanto aluna da Universidade de Lisboa, confidenciando histórias vividas na primeira pessoa, mas também demonstrou uma especial atenção quanto ao futuro dos movimentos estudantis. A sua natural capacidade de oradora permitiu uma interacção permanente com a audiência presente, numa comunicação pautada pela boa disposição.





segunda-feira, 16 de abril de 2012

Conferência para dia 19 de Abril de 2012

Temos o prazer de vos convidar a estarem presentes no próximo dia 19 de Abril de 2012 pelas 15 horas na sala 5.2 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para assistirem à terceira Conferência do Ciclo: A Europa, uma ideia em construção -As confluências possíveis num espaço heterogéneo.



Conferência dia 12 de Abril de 2012


No passado dia 12 de Abril tivemos o prazer de apresentar a 2ª Conferência do Ciclo “A Europa uma ideia em construção. – As confluências possíveis num espaço heterogéneo” com a presença do Professor Doutor Carvalho da Silva e o Professor Doutor Garcia Pereira.
Devemos realçar o nosso agradecimento pela suma gentileza que tiveram em aceitar o nosso convite, mas também pela forma como fizeram as suas apresentações, que permitiram àqueles que tiveram a oportunidade de assistir uma visão profunda sobre os temas apresentados.
 Sr. Professor Doutor Carvalho da Silva: A Evolução do Mercado Laboral na Europa a partir da década de 80 do séc. XX.
Sr. Professor Doutor Garcia Pereira: O Direito do Trabalho português no espaço da União Europeia. A sua relação com a competitividade.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Conferências para o dia 12 de Abril de 2012

Temos o prazer de vos convidar para estarem presentes no próximo dia 12 de Abril de 2012 pelas 15 horas na sala 2.13 na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa para assistirem ao segundo painel do Ciclo de Conferências: : A Europa, uma ideia em construção -As confluências possíveis num espaço heterogéneo.





quinta-feira, 22 de março de 2012

O Banco de Portugal no contexto de moeda única.


No passado dia 15 de Março, tivemos o privilégio de receber como nossa convidada a Srª Drª Teodora Cardoso para uma comunicação subordinada ao tema “ O Banco de Portugal no contexto de moeda única”, no âmbito do nosso Ciclo de Conferências intitulado: A Europa, uma ideia em construção. - As confluências possíveis num espaço heterogéneo. Gostaríamos de agradecer publicamente à Srª Drª Teodora Cardoso, a amabilidade de ter acedido ao nosso convite, agradecendo a sua interessante e estimulante comunicação, que ficará na lembrança de cada um de nós, alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Fazemos um agradecimento especial ao Professor Doutor Amílcar Guerra. Agradecemos também a todos os alunos e Professores presentes.
Deixamos aqui os principais pontos explorados pela Srª Drª Teodora Cardoso na sua comunicação:
As mudanças que a moeda única trouxe a Portugal
Estabilidade de preços
A política monetária pré-euro
A evolução do enquadramento internacional e tecnológico
A exigência de mudança de regime da política monetária
As vantagens e condicionantes da moeda única
O enquadramento institucional da moeda única
Um enquadramento exigente a nível interno
O Banco de Portugal antes da moeda única
O Banco de Portugal após a moeda única
A economia sem o travão do financiamento
O papel das instituições
Lições
Erros a evitar


Deixamos aqui algumas fotografias da sessão.








terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Carta de Transdisciplinaridade


Carta de Transdisciplinaridade

(Adoptada no Primeiro Congresso Mundial da Transdisciplinaridade, Convento da Arrábida, Portugal, 2-6 Novembro 1994)

Preâmbulo

Considerando que a proliferação actual das disciplinas académicas conduz a um crescimento exponencial do saber que torna impossível qualquer olhar global do ser humano;
Considerando que somente uma inteligência que se dá conta da dimensão planetária dos conflitos actuais poderá fazer frente à complexidade de nosso mundo e ao desafio contemporâneo de autodestruição material e espiritual de nossa espécie;
Considerando que a vida está fortemente ameaçada por uma tecno-ciência triunfante que obedece apenas à lógica assustadora da eficácia pela eficácia;
Considerando que a ruptura contemporânea entre um saber cada vez mais acumulativo e um ser interior cada vez mais empobrecido leva à ascensão de um novo obscurantismo, cujas consequências sobre o plano individual e social são incalculáveis;
Considerando que o crescimento do saber, sem precedentes na história, aumenta a desigualdade entre seus detentores e os que são desprovidos dele, engendrando assim desigualdades crescentes no seio dos povos e entre as nações do planeta;
Considerando simultaneamente que todos os desafios enunciados possuem sua contrapartida de esperança e que o crescimento extraordinário do saber pode conduzir a uma mutação comparável à evolução dos humanóides à espécie humana;
Considerando o que precede, os participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade (Convento da Arrábida, Portugal 2 - 7 de Novembro de 1994) adoptaram o presente Protocolo entendido como um conjunto de princípios fundamentais da comunidade de espíritos transdisciplinares, constituindo um contrato moral que todo signatário deste Protocolo faz consigo mesmo, sem qualquer pressão jurídica e institucional.

Artigo 1:
Qualquer tentativa de reduzir o ser humano a uma mera definição e de dissolvê-lo nas estruturas formais, sejam elas quais forem, é incompatível com a visão transdisciplinar.

Artigo 2:
O reconhecimento da existência de diferentes níveis de realidade, regidos por lógicas diferentes é inerente à atitude transdisciplinar. Qualquer tentativa de reduzir a realidade a um único nível regido por uma única lógica não se situa no campo da transdisciplinaridade.

Artigo 3:
A transdisciplinaridade é complementar à aproximação disciplinar: faz emergir da confrontação das disciplinas dados novos que as articulam entre si; oferece-nos uma nova visão da natureza e da realidade. A transdisciplinaridade não procura o domínio sobre as várias outras disciplinas, mas a abertura de todas elas àquilo que as atravessa e as ultrapassa.

Artigo 4:
O ponto de sustentação da transdisciplinaridade reside na unificação semântica e operativa das acepções através e além das disciplinas. Ela pressupõe uma racionalidade aberta por um novo olhar, sobre a relatividade definição e das noções de ““definição”e "objectividade”. O formalismo excessivo, a rigidez das definições e o absolutismo da objectividade comportando a exclusão do sujeito levam ao empobrecimento”.

Artigo 5:
A visão transdisciplinar está resolutamente aberta na medida em que ela ultrapassa o domínio das ciências exactas por seu diálogo e sua reconciliação não somente com as ciências humanas mas também com a arte, a literatura, a poesia e a experiência espiritual.

Artigo 6:
Com a relação à interdisciplinaridade e à multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade é multidimensional. Levando em conta as concepções do tempo e da história, a transdisciplinaridade não exclui a existência de um horizonte trans-histórico.

Artigo 7:
A transdisciplinaridade não constitui uma nova religião, uma nova filosofia, uma nova metafísica ou uma ciência das ciências.

Artigo 8:
A dignidade do ser humano é também de ordem cósmica e planetária. O surgimento do ser humano sobre a Terra é uma das etapas da história do Universo. O reconhecimento da Terra como pátria é um dos imperativos da transdisciplinaridade. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade, mas, a título de habitante da Terra, é ao mesmo tempo um ser transnacional. O reconhecimento pelo direito internacional de um pertencer duplo - a uma nação e à Terra - constitui uma das metas da pesquisa transdisciplinar.

Artigo 9:
A transdisciplinaridade conduz a uma atitude aberta com respeito aos mitos, às religiões e àqueles que os respeitam em um espírito transdisciplinar.

Artigo 10:
Não existe um lugar cultural privilegiado de onde se possam julgar as outras culturas. O movimento transdisciplinar é em si transcultural.

Artigo 11:
Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstracção no conhecimento. Deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. A educação transdisciplinar reavalia o papel da intuição, da imaginação, da sensibilidade e do corpo na transmissão dos conhecimentos.

Artigo 12:
A elaboração de uma economia transdisciplinar é fundada sobre o postulado de que a economia deve estar a serviço do ser humano e não o inverso.

Artigo 13:
A ética transdisciplinar recusa toda atitude que recusa o diálogo e a discussão, seja qual for sua origem – de ordem ideológica, científica, religiosa, económica, política ou filosófica. O saber compartilhado deverá conduzir a uma compreensão compartilhada baseada no respeito absoluto das diferenças entre os seres, unidos pela vida comum sobre uma única e mesma Terra.

Artigo 14:
Rigor, abertura e tolerância são características fundamentais da atitude e da visão transdisciplinar. O rigor na argumentação, que leva em conta todos os dados, é a barreira às possíveis distorções. A abertura comporta a aceitação do desconhecido, do inesperado e do imprevisível. A tolerância é o reconhecimento do direito às ideias e verdades contrárias às nossas.

Artigo final:
A presente Carta Transdisciplinar foi adoptada pelos participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, que visam apenas à autoridade de seu trabalho e de sua actividade. Segundo os processos a serem definidos de acordo com os espíritos transdisciplinares de todos os países, o Protocolo permanecerá aberto à assinatura de todo ser humano interessado em medidas progressistas de ordem nacional, internacional para aplicação de seus artigos na vida.

Convento de Arrábida, 6 de Novembro de 1994
Comité de Redacção
Lima de Freitas
Edgar Morin
Basarab Nicolescu.




Cf. http://www.apha.pt/boletim/boletim1/pdf/CartadeTransdisciplinaridade.pdf